51 3311.0103 Av. Mostardeiro 05/411 Bairro Moinhos de Vento Porto Alegre RS

ANDROPAUSA (REPOSIÇãO HORMONAL)

Considerações Gerais:

O hormônio sexual masculino é conhecido pelo nome de testosterona que é responsável pelos caracteres que identificam o homem: voz, barba, pelos, musculatura e pomo de Adão dentre outras.

Aproximadamente 95 % da testosterona que circula no sangue é produzida por um grupo de células específicas (células de Leydig) presentes nos testículos. O controle da secreção é feito por um outro hormônio produzido na hipófise – hormônio luteinizante (LH). Os 5% da testosterona restante são produzidos na glândula supra – renal.

Com o passar dos anos os níveis de testosterona disponível tendem a cair de maneira lenta e progressiva. Importante notar que a maioria dos homens idosos não apresentam sintomas e não necessitam de reposição hormonal. Os sintomas associados com a queda de testosterona incluem, diminuição da libido, fadiga, irritabilidade, diminuição de massa e forca muscular e diminuição da densidade óssea. Desta forma, a decisão de realizar reposição hormonal deve ser feita após cuidadosa avaliação por um médico Urologista.

Reposição Hormonal e Câncer de Prótata:

A reposição hormonal nao gera um câncer na próstata. Entretanto, se o paciente possuir um câncer a reposição hormonal levará ao crescimento deste. Assim, o acompanhamento deve ser feito de perto por um urologista.

Efeitos Benéficos:

Quando bem indicada a reposição hormonal proporciona grandes benefícios. Entre eles: Ossos : No geral o uso de testosterona diminui a taxa de degradação óssea e aumenta a densidade do mesmo. Composição corporal e força: Com a reposição hormonal ocorre uma diminuição da gordura corporal, e aumento da massa magra e um aumento significante da força.

Função sexual e humor: Não há estudos avaliando homens saudáveis, mas foram realizados estudos avaliando homens com diversos tipos de disfunção sexual mostrando aumento da libido e discreta melhora na função erétil. Também ocorre um aumento na sensação de bem – estar. Sistema Cardiovascular: Pouco ainda é conhecido, mas se observa, que há diminuição da agregação plaquetária e tônus dos vasos, diminuição de LDL (Low density lypoprotein) que é a fração ruim do colesterol e pouca diferença nos níveis de HDL (High density lypoprotein) fração boa do colesterol.

Efeitos Adversos:

A única contra – indicação absoluta até agora e a presença de câncer de próstata ou mama. Alguns efeitos adversos são retenção de líquido, apnéia de sono, endurecimento do mama, ginecomastia, aumento das células vermelhas. Devido as incertezas dos efeitos cardiovasculares é possível que ela também se encaixe como um risco. Tanto na Hiperplasia benigna da próstata quanto câncer de próstata não se observaram aumento na incidência dessas doenças mas como ambas tem uma evolução muito lenta e os estudos são recentes os efeitos da reposição sobre a próstata são ainda incertos.

Aumento da Prostata (HPB)
A próstata é uma glândula que ajuda na produção do esperma e está localizada ao redor da uretra, logo abaixo da bexiga. O aumento do seu volume é chamado de hiperplasia prostática benigna (HPB).

Suscetibilidade:

A HPB ocorre com muita frequência na população. Por volta dos 40 anos de idade, aproximadamente 15% – 20% dos homens apresentam HPB. Esse número aumenta progressivamente com a idade, sendo que aos 80 anos, 88% dos homens terão HPB.

Consequências:

Como a próstata envolve a uretra, quando ocorre um aumento no seu volume, pode acarretar uma obstrução da uretra (canal por onde sai a urina).

Nem todo aumento da próstata leva à obstrução uretral, mas quando isso ocorre, deve ser tratado, pois pode evoluir com comprometimento da bexiga e dos rins.

Sintomas:

É importante salientar que o aumento da próstata não representa necessariamente que você tem obstrução do canal urinário. Em outras palavras, algumas pessoas podem apresentar próstatas pequenas com muitos sintomas e outras próstatas grandes com poucos sintomas.

Você deve observar se existem sintomas associados. Os seguintes sintomas devem alertá-lo a procurar um urologista:

1 – Dificuldade de esvaziar a bexiga;
2 – Diminuição do jato urinário;
3 – Esforço miccional;
4 – Dificuldade de iniciar a micção;
5 – Acordar a noite para urinar;
6 – Sensação de que não esvaziou completamente a bexiga após urinar;
8 – Gotejamento de urinar após terminar a micção;
9 – Necessidade de urinar várias vezes ao dia;

A presença de sintomas como os referidos acima, sugere que você apresenta algum distúrbio miccional independente do tamanho da próstata.

Tratamento:

Você deverá informar seu médico sobre doenças e cirurgias prévias e uso de medicamentos. O seu médico irá fazer várias perguntas sobre como está o seu padrão miccional e solicitará alguns exames de acordo com o seu quadro clínico. Além disso, será realizado o exame de toque retal. Este exame tem a finalidade de detectar a presença de nódulos (sugestivos de câncer de próstata) e verificar o tamanho, consistência, temperatura e formato da sua próstata.

Dentre os exames que poderão ser solicitados estão:

1 – PSA – enzima produzida pela próstata que apresenta alteração nos casos de câncer de próstata e HPB;
2 – Exame de urina – para avaliar a presença de infecção, sangramento oculto, etc.;
3 – Ultrasonografia – para avaliar o trato urinário;
4 – Rx da bexiga e da uretra – avalia a uretra e a bexiga quanto a sua anatomia;
5 – Fluxometria urinária – Avalia a velocidade do seu fluxo de urina;
6 – Estudo Urodinâmico- Avalia a função da bexiga e da uretra;

Com esses exames, o seu médico será capaz de decidir se existe ou não uma obstrução no canal da urina e de definir qual o melhor tratamento para você.

BEXIGA HIPERATIVA

Pessoas que apresentam Bexiga Hiperativa ou incontinência urinária não conseguem controlar a urina- molhando-se ocasionalmente. Perder urina é normal somente em crianças; isto não é uma conseqüência normal do envelhecimento.

Se você tem esse problema, você pode estar muito constrangido ou chateado para pedir ajuda, mas não deveria.

Bexiga hiperativa é um termo relativamente novo que é usado para descrever sintomas de:

1) urgência miccional – repentina necessidade de urinar;
2) incontinência urinária por urgência – repentina e involuntária perda do controle vesical levando a perda de urina e;
3) aumento da freqüência urinária – mais do que 8 micções num período de 24 horas.

Se você apresenta um ou mais desses sintomas você pode ser portador(a) de Bexiga Hiperativa. Existe um grande número de pessoas com essa condição ao redor do mundo. No Brasil, não existem estimativas precisas, mas dentro dos EUA, estima-se que 17 milhões de pessoas sofrem com Bexiga Hiperativa. Esse problema afeta também o bem estar emocional, psicológico e social de homens e mulheres, prejudicando consideravelmente a qualidade de vida.

Muitas pessoas têm medo de participar de atividades normais do dia-a-dia por medo de perder urina em locais públicos. Como a incidência dos sintomas aumenta com a idade, apenas 10% das pessoas que sofrem com essa condição procuram um médico. Uns por pensarem que esta é uma conseqüência natural da idade; outros, por vergonha. Mas isso é um grande engano, pois a Bexiga Hiperativa tem tratamento!

Causas e Sintomas:

A causa da Bexiga Hiperativa ainda necessita de maiores investigações, pois em muitos pacientes não é possível identificar o fator desencadeante. Resumidamente, o que ocorre é uma perda do controle sobre a bexiga pelo córtex cerebral. Isso ocorre devido a alterações macro ou micro estruturais na inervação da bexiga.

Na prática, o indivíduo com Bexiga Hiperativa não consegue comandar a bexiga para que ela permaneça em estado de repouso. Com isso, o músculo da bexiga contrai, independentemente, gerando um grande desconforto e desejo eminente de urinar (urgência), algumas vezes com perda de urina (incontinência por urgência).

Essas contrações fazem com que a pessoa vá várias vezes ao banheiro para esvaziar a bexiga com objetivo de evitar acidentes em momentos inadequados. Algumas situações, tais como infecção urinária, constipação intestinal e efeito colateral de medicamentos, podem gerar sintomas de bexiga hiperativa, porém, são temporários e melhoram com o tratamento do problema de base.

O urologista é o medico mais indicado para avaliar essa condição. Os sintomas são avaliados juntamente com uma revisão da história médica, exame físico e diário miccional. Muitas vezes, um estudo urodinâmico é necessário para auxiliar no diagnóstico e no tratamento.

BEXIGA NEUROGENICA

O que é:

Qualquer doença que acometa de alguma forma o funcionamento da bexiga faz com que esta funcione desordenadamente e assim surjam problemas para o sistema urinário.

Causa:

Isto acontece porque a bexiga, em condições normais de funcionamento, apresenta algumas propriedades características. São elas:

1 – Propriedade de acomodação ou relaxamento -
Quanto mais a bexiga enche, ou acumula a urina como um reservatório, suas paredes se distendem e assim a pressão no órgão permanece baixa. Na bexiga neurogênica, a bexiga pode perder sua elasticidade, em especial se sua parede fica muito espessa e grossa. Como consequência, a bexiga não consegue acomodar volumes urinários maiores sem haver aumento da pressão no seu interior. Caso a pressão suba muito, ela começa a afetar a filtração renal e os rins começam a ficar dilatados.

2 – Propriedade de estabilidade -
Ao contrário da criança que contrai sua bexiga invonlutariamente, o desenvolvimento da criança é acompanhado de uma estabilização na sua função de se contrair, obedecendo a vontade. Na bexiga neurogênica, pode-se observar contrações invonlutárias que clinicamente se manifestam com perdas de urina sem a percepção do paciente, causando um evidente desconforto social.

Por que tratar:

No passado, quase 70% dos pacientes com bexiga neurogênica morriam por complicações urológicas. Em geral, com insuficiência renal e infecções urinárias.

Hoje, conhece-se muito mais sobre a fisiologia da micção e o funcionamento complexo deste órgão. Por isso, o urologista pediátrico dispõe de muitos recursos de tratamento e medicamentos para suprir ou facilitar a função da bexiga quando ela não funciona adequadamente.

CÂNCER BEXIGA

Considerações Gerais:

Dentre os tumores Urológicos o Câncer de Bexiga é a segunda neoplasia mais freqüente nos homens. Mulheres também podem apresentar Ca de Bexiga, no entanto, a incidência em homens é 3 a 5 vezes maior que nas mulheres.

O aparecimento desse tipo de neoplasia aumenta com a idade, sendo que menos de 1% dos casos aparecem em pessoas com menos de 40 anos de idade.

O principal fator externo associado como fator de risco para o surgimento do Ca de Bexiga é o tabagismo. Pessoas que fumam apresentam até 5 vezes mais chance de desenvolver Ca de bexiga do que pessoas que nunca fumaram.

Patologia:

O surgimento do Câncer de Bexiga ocorre devido a alterações no DNA celular, levando algumas células a iniciarem um processo de proliferação desordenado e incontrolável. Quanto maior for o grau de alteração dessa célula, mais rápido será o crescimento do tumor e maior será a sua malignidade. Os tumores de bexiga podem ser divididos em superficiais e invasivos. Os tumores superficiais são restritos a luz da bexiga, já os tumores invasivos, invadem a parede muscular da bexiga. Esses últimos são mais agressivos. O tratamento é baseado no grau de malignidade do tumor, na presença ou não de invasão da musculatura da bexiga e na presença ou nao de metástases.

Sintomas clínicos:

Entre 70-80 % dos pacientes com tumor de bexiga apresentam hematúria (sangue na urina), como apresentação inicial do problema. Aproximadamente 20% dos pacientes apresentam inicialmente sintomas relacionados com a micção. Desta forma, pacientes acima de 40 anos, fumantes que apresentam sangramento na urina, devem ser investigados quanto a possibilidade de um tumor vesical.

Diagnósticos:

Uma vez que seu Urologista suspeite da possibilidade de tumor vesical, alguns exames são necessários. Dentre eles:

1 – Ultrassonografia;
2 – Urografia excretora;
3 – Tomografia computadorizada;
4 – Ressonância Magnética;
5 – Cistoscopia com biópsia da Bexiga;
6 – Citologia Urinária.

Tratamento:

Caso não exista metástase, ou seja, tumor localizado apenas na bexiga, podemos, de maneira simplificada, dividir o tratamento dos tumores de bexiga de acordo com a presença ou não de invasão da musculatura desse órgão.

Nos casos que não existe invasão muscular, podemos realizar a ressecção por via endoscópica das lesões vesicais e acompanhar a evolução. Em alguns casos, existe a necessidade de aplicação de BCG (substância que gera uma resposta imune) intravesical após remoção das lesões.

Por outro lado, nos casos onde existe invasão muscular, há necessidade de remoção mais extensa da lesão. Em geral, realiza-se uma cirurgia para remoção de todo o órgão, conhecida como cistectomia radical. Após retirada da bexiga, pode-se realizar a construção de uma neo-bexiga com alça intestinal para substituir a bexiga original.

A decisão terapêutica dos tumores da bexiga leva em consideração muitas outras variáveis não explicitadas aqui, para que o texto nao se torna-se complicado. Caso haja interesse em maiores informações, entre em contato conosco.

CÂNCER PRÓSTATA

Considerações Gerais:

O Câncer de próstata é a neoplasia mais freqüente do homem. Felizmente esse tumor tem o crescimento muitas vezes indolente e como veremos a seguir pode ser tratado de maneira efetiva quando diagnosticado precocemente.

A freqüência de câncer de próstata varia de acordo com a região estudada. Na China e no Japão, a prevalência é menor que em outros paises ocidentais, como por exemplo os Estados Unidos. Devido a essa constatação, surgiu a hipótese que a dieta estaria envolvida no surgimento do Câncer de próstata. De fato, observando pessoas de origem oriental que viviam nos Estados Unidos, essas apresentavam a mesma chance de surgimento do câncer de próstata que pessoas naturais dos EUA. Entretanto, existe um dificuldade de determinar qual comportamento ou alimento levariam a um aumento no risco e câncer de próstata. Dentre os alimentos e substâncias aventados como possíveis protetores para o câncer de próstata estariam o tomate, o selenium e a vit. A. Entretanto, existe uma carência de evidencias científicas que confirmem definitivamente que esses alimentos protegem contra o surgimento do Ca de próstata.

O câncer de próstata é bastante raro antes dos 45-50 anos de idade, entretanto o seu surgimento aumenta com o aumento da idade. Aproximadamente 60% dos homens acima de 80 anos de idade apresentam neoplasia quando a próstata é analisada histologicamente. Entretanto muitos desses pacientes apresentam tumor indolente com progressão muito lenta. Por outro lado, quando o tumor surge em pacientes mais jovens esse apresenta uma tendência de ser mais agressivo.

Sintomas:

No inicio, o câncer de próstata não gera sintomas. Muitos pacientes confundem hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata – ver link) que leva a um aumento da próstata com obstrução da saída de urina, com câncer de próstata. Os casos de câncer de próstata que apresentam sintomas são casos avançados quando o tumor cresceu a ponto de obstruir a uretra e sair dos limites da glândula.

Patologia:

O surgimento do câncer de próstata ocorre devido a alteração no funcionamento celular. A célula com “alteração” passa a ter um comportamento anormal e entra em um processo de proliferação descontrolado. Quanto maior for o grau de alteração dessa célula, mais rápido será o crescimento do tumor e maior será a sua malignidade. Os tumores de próstata são graduados de acordo com sua malignidade em uma escala que varia de 2 – 10 , sendo que quanto maior o escore, mais agressivo será o tumor. Essa escala recebe o nome do autor que criou essa classificação – Gleason.

Diagnóstico:

Como dito anteriormente, o Ca de próstata somente leva a sintomas quando apresenta crescimento acentuado. Por esse motivo é que se recomenda o check up anual, independente do paciente apresentar qualquer sintomatologia. Nesse check up o Urologista deve solicitar o exame de PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico) e realizar o exame de palpação digital ou toque retal para palpar a superfície da glândula (semelhante ao exame das mamas nas mulheres). Essa avaliação deve ser realizada anualmente a partir dos 45 anos de idade. Desta forma, o Urologista terá a possibilidade de detectar o tumor ainda nos estágios iniciais, o que levará a uma maior chance de cura.

Quando o Urologista percebe que existe uma alteração suspeita de câncer de próstata no PSA ou no toque prostático, ele irá recomendar uma biópsia da próstata. Essa biópsia deve ser realizada guiada por Ultrasonografia Transretal e sob sedação para maior conforto do paciente.

Quando a biópsia apresenta-se positiva, ou seja, encontra-se sinais de malignidade na avaliação microscópica, o diagnóstico está confirmado.

Tratamento:

Dentre as opções de tratamento para o Câncer de próstata localizado (diagnóstico precoce), inclui-se:

1- Prostatectomia radical – remoção completa da próstata e vesículas seminais. Essa cirurgia pode ser realizada por via retropúbica aberta (incisão abdominal), laparoscópica (pequenas incisões abdominais) e por via perineal (incisão na região do períneo).

2- Radioterapia externa – Utiliza-se radiação externa. Para que esse método tenha eficácia satisfatória com mínimo efeito colateral deve-se utilizar Radioterapia conformacional, com calculo da dose e emissão da radiação em 3 dimensões.

3- Braquiterapia – Utiliza-se radiação, entretanto, essa é levada ao órgão (próstata) por meio de pequenas “sementes” radioativas que liberam radiação com uma dose pré-estabelecida e localizada somente no interior do órgão.

Uma vez diagnosticado o Câncer de Próstata, o Urologista irá indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

Caso exista alguma dúvida não esclarecida nesse texto, sinta-se a vontade para contactar-nos.

DIFICULDADE PARA URINAR

O que é:

A diminuição do jato urinário e/ou dificuldade para urinar (esvaziar a bexiga), ocorre quando existe alguma patologia interferindo no fluxo urinário.

Processo:

Para melhor entender esse mecanismo, é importante saber como funciona o trato urinário e como nós controlamos a micção. A urina é formada por água e resíduos removidos do nosso corpo pelos rins. A urina excretada pelos rins desce por um par de tubos, chamados de ureter, até chegar na bexiga. A bexiga é um reservatório similar a um balão que armazena urina. Assim como um balão, a bexiga é elástica, podendo ser enchida e esvaziada.

Na maioria das pessoas, existe completo controle sobre esse armazenamento e esvaziamento. Ou seja, a pessoa permite um enchimento de aproximadamente 400 ml e depois esvazia a bexiga em um local adequado, sem que ocorram perdas.

A urina deixa a bexiga por um outro canal chamado de uretra. Para esvaziar a bexiga, é necessário coordenação entre o músculo da bexiga e os músculos que fecham a uretra (como se fossem um torneira). Esses músculos são chamados de esfíncteres e estão localizados na base da bexiga e na parede da uretra.

Quando seu esfíncter relaxa, ele libera a passagem de urina. No mesmo momento, o músculo da bexiga contrai, expulsando a urina para fora da bexiga. Quando você termina de urinar, os esfíncteres se fecham e a bexiga para de contrair.

O mecanismo parece simples, mas para que ele funcione adequadamente é necessário que uma complexa rede de neurônios e músculos trabalhem em total sintonia, caso contrário a micção ou o armazenamento de urina se tornam comprometidos.

Causas:

Uma vez entendido mecanismo de funcionamento da bexiga e uretra, fica fácil entender como algumas patologias afetam o trato urinário. As principais patologias que levam a dificuldade para esvaziar a bexiga são:

• Hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata);
• Estenose de uretra (estreitamento do canal da urina);
• Hipocontratilidade do músculo da bexiga (músculo da bexiga enfraquecido);
• Dissinergia vesico-esfincteriana (falta de coordenação entre o músculo da bexiga e da uretra);

Tratamento:

Todos esses problemas necessitam de tratamento, pois podem levar ao comprometimento da função renal a médio e longo prazo.

DIMINUIÇÃO DO JATO URINÁRIO

O que é:

A diminuição do jato urinário e/ou dificuldade para urinar (esvaziar a bexiga), ocorre quando existe alguma patologia interferindo no fluxo urinário.

Processo:

Para melhor entender esse mecanismo, é importante saber como funciona o trato urinário e como nós controlamos a micção. A urina é formada por água e resíduos removidos do nosso corpo pelos rins. A urina excretada pelos rins desce por um par de tubos, chamados de ureter, até chegar na bexiga. A bexiga é um reservatório similar a um balão que armazena urina. Assim como um balão, a bexiga é elástica, podendo ser enchida e esvaziada.

Na maioria das pessoas, existe completo controle sobre esse armazenamento e esvaziamento. Ou seja, a pessoa permite um enchimento de aproximadamente 400 ml e depois esvazia a bexiga em um local adequado, sem que ocorram perdas.

A urina deixa a bexiga por um outro canal chamado de uretra. Para esvaziar a bexiga, é necessário coordenação entre o músculo da bexiga e os músculos que fecham a uretra (como se fossem um torneira). Esses músculos são chamados de esfíncteres e estão localizados na base da bexiga e na parede da uretra.

Quando seu esfíncter relaxa, ele libera a passagem de urina. No mesmo momento, o músculo da bexiga contrai, expulsando a urina para fora da bexiga. Quando você termina de urinar, os esfíncteres se fecham e a bexiga para de contrair.

O mecanismo parece simples, mas para que ele funcione adequadamente é necessário que uma complexa rede de neurônios e músculos trabalhem em total sintonia, caso contrário a micção ou o armazenamento de urina se tornam comprometidos.

Causas:

Uma vez entendido mecanismo de funcionamento da bexiga e uretra, fica fácil entender como algumas patologias afetam o trato urinário. As principais patologias que levam a dificuldade para esvaziar a bexiga são:

• Hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata);
• Estenose de uretra (estreitamento do canal da urina);
• Hipocontratilidade do músculo da bexiga (músculo da bexiga enfraquecido);
• Dissinergia vesico-esfincteriana (falta de coordenação entre o músculo da bexiga e da uretra);

Tratamento:

Todos esses problemas necessitam de tratamento, pois podem levar ao comprometimento da função renal a médio e longo prazo.

DISFUNÇÃO ERÉTIL

A disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção peniana adequada para que ocorra a penetração vaginal. É um distúrbio orgânico comum que afeta de maneira importante muitos homens e suas parceiras, acometendo cerca de 30 milhões de americanos, sendo motivo de 400.000 consultas e/ ou procedimentos por ano, nos Estados Unidos. Parece estar relacionado com os grupos etários, pois afeta 1,9% dos homens com 25 anos, 39% dos que se encontram na faixa dos 40 anos e ultrapassa os 50% dos que já atingiram os 70 anos de idade. A disfunção erétil pode ser dividida em seis categorias, de acordo com sua causa principal:

1 – Psicogênica: de origem emocional. Por exemplo: nervosismo e estresse.

2 – Hormonal: quando há desequilíbrios hormonais. Por exemplo: níveis elevados de prolactina (hormônio produzido na hipófise, situada no cérebro e relacionado com a produção de leite na mulher) e níveis baixos de testoterona (hormônio sexual masculino).

3 – Neurogênica: devido a distúrbio do sistema nervoso central ou nervos periféricos. Por exemplo: alcoolismo, diabetes, trauma raquimedular e esclerose múltipla.

4 – Arterial: quando o problema está nas artérias que irrigam o pênis. Por exemplo: arterioesclerose, traumatismo pélvico.

5 – Disfunção veno-oclusiva (cavernosa): quando o problema está no sistema venoso de drenagem sanguínea do pênis. Por exemplo: trombose da veia peniana.

6 – Farmacológica: em decorrência do uso de substâncias medicamentosas: diuréticos, tranquilizantes, anti-hipertensivos, antidepressivos, corticosteróides, estrógeno, progesterona, tabaco, anfetaminas, opiáceos e cocaína.

Dentre os fatores de risco que estão envolvidos no desenvolvimento da impotência sexual temos: a diabetes, o tabagismo, o etilismo, antecedente de doença arteriosclerótica coronariana e cirurgias pélvicas.

Existem vários testes diagnósticos que ajudam o médico urologista a decidir, juntamente com o paciente, o melhor tratamento a ser utilizado. Contudo, esses testes, em sua maioria, ainda carecem de padronização consistente, sendo fundamental que o paciente vença os tabus que cercam a disfunção sexual em nossa cultura e procure passar ao urologista todas as informações a respeito do que está sentindo tanto emocional quanto fisicamente.

Tratamentos disponíveis:

• Vacuoterapia:

Não apresenta um índice de satisfação aceitável, com apenas 55% dos casais americanos considerando o método adequado, e tendo como desvantagem o fato de que a ereção não deve se prolongar por mais de trinta minutos.

• Auto-injeção intracavernosa de drogas vasoativas:

1. papaverina – atualmente sua utilização isolada foi abolida devido às complicações que pode causar, sendo a mais temível a fibrose dos corpos cavernosos ou o priapismo, levando a uma lesão irreversível do órgão eretor.
2. prostaglandina E1 (PGE1) – bastante eficiente, com sucesso em 79% dos casos, independentemente da causa que levou à disfunção sexual. O efeito colateral mais importante é a dor no local da aplicação e que ocorre em 40% dos pacientes.
3. associação da PGE1, fentolamina e papaverina – permite a utilização de doses muito pequenas de cada droga, com sucesso superior a 95% dos casos de impotência de qualquer etiologia. É praticamente isenta de efeitos colaterais e não causa dor peniana. Raramente ocasiona priapismo.

• Implante de prótese:

1 – semi-rígidas 98% de sucesso (a mais usada no Brasil).
2 – infláveis 97% de sucesso (devido ao alto custo é raro seu uso no Brasil).

A complicação mais importante do uso de próteses é a infecção, que pode ocorrer em 3 – 10% dos casos.

• Tratamento oral:

1 – Sildenafil – vasodilatador, inibidor da 5 – fosfodiesterase, enzima presente no corpo cavernoso do pênis e que está envolvida no mecanismo de ereção. Necessita ser administrado 1 hora antes da relação sexual. Promove sérios efeitos colaterais em pacientes cardíacos que usam vasodilatadores do tipo nitratos. Apresenta 76% de sucesso no tratamento da disfunção erétil de diferentes etiologias.
2 – Fentolamina – bloqueador alfa-1 e alfa-2 adrenérgico do sistema nervoso simpático que também está envolvido no mecanismo da ereção peniana. Deve ser administrado 30 minutos antes da relação sexual, tendo como único efeito colateral a congestão nasal, apresentando 66% de sucesso. Apesar de estar à venda no Brasil, ainda não foi aprovado pelo F.D.A. nos Estados Unidos, onde permanece sob investigação científica.

Salientamos que as informações acima estão bastante resumidas para facilitar a compreensão. Assim, caso haja alguma duvida entre em contato conosco e não se esqueça o Urologista é o especialista que pode orientá-lo da melhor maneira.

ESTENOSE DE URETRA

O que é:

Estenose de uretra consiste em um estreitamento do canal urinário.

Causas:

As principais causas são trauma e infecção. A estenose de uretra surge em decorrência de um processo cicatricial no tecido esponjoso (que envolve o canal urinário). A Estenose pode surgir em qualquer ponto da uretra, desde o meato (na extremidade do pênis), até o colo vesical (saída da bexiga).

Diagnóstico:

O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas, os quais estão relacionados com dificuldade de esvaziamento da bexiga, incluindo;

1 – Dificuldade de esvaziar a bexiga;
2 – Diminuição do jato urinário;
3 – Esforço miccional;
4 – Dificuldade de iniciar a micção;
5 – Acordar a noite para urinar;
6 – Sensação de que não esvaziou completamente a bexiga após urinar;
8 – Gotejamento de urina após terminar a micção;
9 – Necessidade de urinar várias vezes ao dia (mais do que 8 vezes);

Além da história e do exame clínico, alguns exames de imagem serão solicitados para avaliar o ponto e a extensão exata da estenose. Esses exames irão ajudar na decisão terapêutica.

Tratamento:

O tratamento depende da localização e extensão da lesão. As duas principais cirurgias para o tratamento da estenose de uretra são:

1 – Dilatação uretral – resultado controverso e com alto índice de recidiva;

2 – Uretrotomia interna (cirurgia endoscópica por dentro do canal) – essa cirurgia apresenta alto índice de recidiva;

3 – Uretroplastia aberta – cirurgia reconstrutiva que consiste na retirada do segmento estenosado;

O tratamento da estenose de uretra deve ser feito por profissionais experientes e habituados com esse tipo de cirurgia.

AVALIAÇÃO URODINÂMICA

O que é:

O estudo urodinâmico é um exame realizado para avaliar o funcionamento da bexiga e esfíncteres da uretra.

Quando indicado, esse exame é essencial para o seu médico definir e predizer a resposta ao tratamento que será proposto. Além disso, é um exame que também pode ser decisivo quanto a indicação ou não de um tratamento cirúrgico.

Como funciona:

O exame consiste na introdução de um pequeno cateter no interior da bexiga. Na maioria das vezes, esse cateter possui dois canais: um que irá aferir a pressão no interior da bexiga, e outro que será utilizado para realizar o enchimento vesical com soro fisiológico.

Durante o enchimento, o seu médico irá solicitar que você diga tudo o que está sentido com relação ao enchimento da bexiga. Após enchê-la, será solicitado que você urine normalmente para esvaziá-la.

INFECÇÃO URINÁRIA

O que é:

É a presença de bactérias na urina. Essas bactérias multiplicam-se com o passar do tempo, enquanto um tratamento adequado não é instituído.

As bactérias podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, até o rim, causando pielonefrite. As infecções urinárias são mais freqüentes no homem durante a terceira idade.

Causas:

A urina que é secretada (produzida) nos rins é estéril. Ela pode se infectar quando bactérias se multiplicam ao redor da uretra (colonização) para, logo após, ascenderem (subirem) através desta, penetrando na bexiga. Elas podem se manter na bexiga ou continuar na subida até o rim.

A colonização de bactérias no trato urinário pode ser facilitada por diversos fatores como, por exemplo:

- Obstrução urinária: próstata aumentada, estenose de uretra.
- Doenças neurológicas: mielomeningocele, traumatismo de coluna.
- Corpo estranho: sonda vesical, cálculo urinário (pedra nos rins).

Doenças bastante conhecidas estão freqüentemente associadas com infecção urinária, como o diabetes. A bactéria mais comum causadora da infecção urinária, encontrada no intestino grosso, é a Escherichia coli. Já os pacientes hospitalizados (infecção hospitalar) apresentam germes diferentes, como a Pseudomonas, geralmente mais resistentes aos antibióticos.

O que se sente?

Geralmente os sintomas estão relacionados ao órgão (bexiga, rim) afetado.

Quando a bexiga está envolvida é comum:
- Aumento da freqüência urinária (polaciúria).
- Dor para urinar (disúria).
- Micção imperiosa (urgência).

Quando o rim está envolvido, além dos sintomas acima, poderão ocorrer: – Dor lombar.
- Febre.
- Calafrios.

Na infecção urinária, a urina poderá se tornar fétida, opaca ou escura.

Como é feito o diagnóstico?

Através das queixas do paciente e do exame físico pode se suspeitar de infecção urinária. Entretanto, o diagnóstico definitivo é feito com a coleta da urina (jato médio) a fim de se realizar exame de urina (urocultura – cultura de bactérias na urina).

A contagem de germes superior a 100 mil bactérias por mililitro é considerada infecção urinária. Neste mesmo exame, vários antibióticos são testados com a finalidade de orientar o médico na escolha do melhor tratamento.

Como se trata?

O tratamento consiste em medidas gerais (alta ingestão de líquidos, cuidados de higiene) e na escolha precisa de antibióticos, geralmente baseada na urocultura.

Trimetroprim, nitrofurantoína, norfloxacin e cefalosporinas são exemplos de drogas freqüentemente usadas na infecção urinária. A gravidade dos sintomas também influi na escolha da medicação, sendo que em alguns casos, há necessidade de internação hospitalar para melhor controle do paciente.

Como se previne?

Na prevenção, é importante uma ingesta significativa de líquidos (2 a 3 litros por dia), urinar antes de dormir e, após relações sexuais, evitar banhos de imersão ou duchas verticais. Cuidados de higiene também são essenciais.

INCONTINÊNCIA URINÁRIA

O que é:

Incontinência urinária pode ser considerada como um sintoma de que existe algum problema com o funcionamento do trato urinário inferior. Por isso, é importante relatar esta situação para seu médico. Uma avaliação mais completa poderá determinar a causa da incontinência.

Suscetibilidade:

Um estudo na população norte-americana estimou que 12 milhões de pessoas naquele país sofrem de incontinência urinária. Incontinência pode afetar pessoas de todas as idades, ambos os sexos, em todos os níveis sociais e econômicos. Estima-se que entre 15% a 30% das pessoas acima de 60 anos que vivem em ambiente domiciliar apresentem algum grau de incontinência. Mulheres têm probabilidade 2 vezes maior que os homens de apresentar esta condição.

O número exato de pessoas afetadas pode ser muito maior do que as estimativas atuais, pois acredita-se que grande parte das pessoas afetadas não procuram ajuda por vergonha ou por acharem que o problema é conseqüência normal do envelhecimento e não existe tratamento. É importante ressaltar que INCONTINÊNCIA URINÁRIA TEM TRATAMENTO.

Tratamento:

A incontinência urinária é tratável e geralmente não requer cirurgia.

Hoje em dia, incontinência urinária é uma condição que pode ser curada, tratada ou conduzida de uma forma que os problemas de controle vesical não interfiram com um estilo de vida saudável, produtivo e ativo. Muitas vezes, pequenas mudanças comportamentais possibilitam um melhora significativa na qualidade de vida.

Causas:

Algumas causas possíveis de incontinência são:

• Infecção urinária ou vaginal
• Efeito colateral de medicamentos
• Constipação
• Fraqueza de certos músculos da região pélvica
• Obstrução da Uretra por aumento da próstata
• Doenças envolvendo nervos e/ou músculos
• Conseqüência de algumas cirurgias

Outras causas podem ser de duração mais prolongada, até mesmo permanente. Isso inclui situações como hiperatividade do músculo da bexiga, fraqueza dos músculos que seguram a bexiga no lugar, fraqueza no esfíncter uretral (músculo que circundam a uretra), problemas congênitos, aumento da próstata, lesões da coluna espinhal, cirurgias ou doenças envolvendo nervos e/ou músculos (esclerose múltipla, distrofia muscular, poliomielite e acidente vascular cerebral). Em muitos casos, vários fatores estão associados como causa da incontinência.

Entenda melhor:

Para bilhões de pessoas ao redor do mundo, incontinência urinária não é só um problema médico, ela também afeta o bem estar emocional, psicológico e social. Muitas pessoas têm medo de participar de atividades normais do cotidiano que os levem muito longe do toalete. Desta forma, é importante notar que a grande maioria das causas de incontinência podem ser tratadas com sucesso.

Para melhor entender a incontinência urinária, é importante saber como funciona o trato urinário e como nós controlamos a micção. A urina é formada por água e resíduos removidos do nosso corpo pelos rins. A urina excretada pelos rins desce por um par de tubos, chamados de ureter, até chegar na bexiga. A bexiga é um reservatório similar a um balão que armazena urina. Assim como um balão, a bexiga é elástica, podendo ser enchida e esvaziada. Na maioria das pessoas existe completo controle sobre esse armazenamento e esvaziamento, ou seja, a pessoa permite um enchimento de aproximadamente 400 ml e depois esvazia a bexiga em um local adequado, sem que ocorram perdas. A urina deixa a bexiga por um outro canal chamado de uretra.

Para esvaziar a bexiga é necessário uma coordenação entre o músculo da bexiga e os músculos que fecham a uretra (como se fossem um torneira). Estes músculos são chamados de esfíncteres e estão localizados na base da bexiga e na parede da uretra. Quando seu esfíncter relaxa, ele libera a passagem de urina. No mesmo momento o músculo da bexiga contrai, expulsando a urina para fora da bexiga. Quando você termina de urinar, os esfíncteres se fecham e a bexiga para de contrair.

O mecanismo parece simples, mas para que ele funcione adequadamente, é necessário que uma comlplexa rede de neurônios e músculos trabalhem em total sintonia, caso contrário a micção ou o armazenamento de urina se tornam comprometidos.

Subdivisões:

Uma vez entendido o funcionamento da bexiga e da uretra, fica mais fácil entender as causas de incontinência urinária:

1 – Incontinência Urinária de Esforço -
A Incontinência Urinária de Esforço ocorre devido a uma deficiência no suporte vesical e uretral que é feito pelos músculos do assoalho pélvico ou por uma fraqueza ou lesão do esfíncter uretral. Essa condição leva a perda de urina quando você faz esforços com o abdômen, tais como tossir, espirrar, correr, rir, pegar peso, levantar ou até mesmo andar.

2 – Incontinência Urinária por Urgência -
A Incontinência Urinária por Urgência acontece quando a bexiga está hiperativa, ou seja, contrai sem o seu comando ou desejo de que ela faça isso. Você pode sentir como se não conseguisse chegar ao toalete, um súbito desejo de urinar que pode ou não ser controlado. E algumas vezes, você pode perder urina sem nenhum aviso. Existem várias causas para essa condição.

A bexiga pode tornar-se hiperativa devido uma infecção urinária que irrita a mucosa da bexiga ou por alterações nos nervos que normalmente controlam a bexiga.

Em muitos casos, a causa pode não ser detectada.

3 – Incontinência Urinária Mista -
A Incontinência Urinária Mista é uma combinação das duas condições anteriores.

4 – Incontinência Urinária por Transbordamento -
A Incontinência Urinária por Transbordamento ocorre quando a bexiga não é esvaziada por longos períodos, tornando-se tão cheia, que a urina simplesmente transborda. Isso pode acontecer quando existe uma diminuição da sensibilidade da bexiga (você não percebe que a bexiga está cheia), quando existe uma fraqueza do músculo da bexiga ou obstrução na uretra que dificulta o esvaziamento normal. A principal causa de incontinência por transbordamento é um aumento da próstata com obstrução da uretra. Por essa razão, este tipo de incontinência é mais comum no homem. Fraqueza do músculo da bexiga e diminuição da sensibilidade pode ocorrer em ambos, homens e mulheres, mas isso é mais comum em pessoas com diabetes, uso crônico de álcool e outros problemas que levem à diminuição da função neuronal.

5 – Enurese Noturna –
Enurese Noturna é a perda de urina que ocorre durante o sono.

Obs: Quando um indivíduo apresenta duas ou mais causas de incontinência, cada causa deve ser encontrada e tratada apropriadamente.

Diagnosticando a incontinência:

Como vimos, a incontinência urinária pode ter várias causas, e cada causa necessita de um tratamento específico.

Desta forma, você necessita de um profissional experiente e bem informando sobre o assunto para que se faça o diagnóstico e tratamento corretos. Esse profissional necessitará de informações não só sobre a incontinência, mas também sobre todo seu passado médico e de como a incontinênica está afetando a sua vida.

Assim, quando for a um especialista leve:

1- uma lista com todas as medicações que você está tomando;
2- as datas e resultados de exames e cirurgias relacionados com a bexiga e um diário miccional.

Na avaliação inicial será realizado o exame físico pelo seu médico, e dependendo do tipo de incontinência, alguns exames serão solicitados para decidir qual o melhor tratamento para seu caso. Dentre esses exames estão: exames de urina, medida de resíduo pós miccional, ultrasonografia, cistoscopia, teste de esforço, Rx da bexiga e estudo urodinâmico.

Esclarecendo:

Existe tratamento para pessoas com perda de urina?

Sim. Muitos tipos de tratamento para a incontinência urinária estão disponíveis. Um especialista qualificado pode recomendar o tratamento adequado para cada tipo de incontinência urinária. As formas de tratamento podem variar no grau da invasividade, ou seja, podem variar desde uma simples mudança nos hábitos até cirurgias complexas. São eles:

1- Terapia comportamental e tratamentos conservadores:
Consistem em orientações sobre o funcionamento da bexiga e da musculatura pélvica, mudanças comportamentais no hábito urinário e exercícios passivos e/ou ativos para a musculatura do assoalho pélvico. Estes exercícios visam fortalecer o esfíncter uretral para diminuir as perdas. Alguns exercícios são realizados com auxílio de eletroestimulação, que também tem ação sobre os nervos do assoalho pélvico, podendo ajudar pacientes com bexiga hiperativa.

2- Medicamentos:
Existem medicamentos para relaxar a musculature da bexiga (diminuir a hiperatividade) ou para aumentar o tonus dos esfíncteres.

3- Cirurgias:
Existem várias cirurgias para o tratemento da incontinência urinária. No entanto, esta cirurgia deve ser individualizada e realizada para cada caso específico. A realização de uma cirurgia não adequada pode piorar o problema. Por isso, você deve sempre procurar um especialista ou uma segunda opinião e informar-se sobre todos os riscos e benefícios que o tratamento cirúrgico pode lhe oferecer.

4- Outras opções:
Alguns materiais podem ser injetados na uretra aumentando a resistência uretral à urina. Apesar de ser um procedimento relativamente simples, não deixa de ser um procedimento cirúrgico, necessitando de todos os cuidados do mesmo.

5- Marca passo da bexiga:
Essa nova terapia é chamada de Interstim e consiste no implante de um marca passo próximo aos nervos que vão para a bexiga. Esta tecnologia estará desponível em breve no Brasil.

LITIASE RENAL (CÁLCULOS)

Considerações gerais:

Desde a mais remota antigüidade, as pedras nos rins ou os cálculos urinários causam sofrimento ao ser humano. Há quatro milênios antes de Cristo, passando pela Grécia e Roma antigas, os médicos já descreviam casos de cálculos.

Atualmente somente as doenças da próstata e infecções urinárias são mais freqüentes que os cálculos. Deve-se salientar que 12 % da população, algum dia irá apresentar um episódio de cálculo. A relação homem mulher é de quatro homens para cada mulher afetada, predominando na terceira e quarta décadas de vida.

Fatores geográficos contribuem para o aparecimento de cálculos. Áreas de temperaturas elevadas e com grande umidade são predisponentes à formação de pedras, sendo observados muitos casos durante os meses quentes de verão devido ao maior grau de desidratação.

Durante o século XX, a incidência de calculopatia nos países europeus esteve diretamente relacionada com a situação política e econômica. Durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, período em que houve queda de consumo de proteína animal, ocorreu uma diminuição das pessoas com cálculos renais. Isto nos faz pensar na forte ligação existente entre a formação de cálculos e a dieta. A ingestão excessiva de alguns alimentos pode provocar, ou acelerar, distúrbios pré-existentes no nosso organismo propiciando o desequilíbrio químico necessário para a formação destes cálculos. Por exemplo:

• Cálcio: o aumento de sua ingestão só deve ser controlado, em casos confirmados de pacientes com alta sensibilidade à ingestão de leite e derivados
• Sódio: sal de cozinha deve ser restringido para aproximadamente 1 colher de chá por dia.
• Proteínas: principalmente as de origem animal (carnes, peixes , aves, ovos, leite e derivados) apresentam um efeito agravante quanto à formação dos cálculos.
• Ingestão de Líquidos: o aumento da ingestão de líquidos é provavelmente a orientação mais importante que deve ser dada para estes pacientes, pois somente esta medida sem a ação de medicamentos pode reduzir em 60% a incidência destes cálculos.

Embora não sejam conhecidos por completo os motivos pelos quais os cálculos urinários são formados, acredita-se que vários fatores possam estar envolvidos neste processo: super saturação urinária – situação em que há excesso de um ou mais elementos que compõem a urina facilitando a sua precipitação, diminuição dos inibidores urinários – substâncias existentes cuja função é impedir a cristalização de urinas super saturadas, matriz orgânica do cálculo – substâncias protéicas que servem como núcleo para a formação do cálculo sobre o qual se depositam cristais e retenção de cristais no trato urinário. Fatores genéticos também podem contribuir para o aumento da formação de cálculos, assim como algumas doenças como a GOTA.

A existência de pedras na bexiga, pode ocorrer por aumento da próstata, obstruindo parcialmente a saída de urina. Isto condiciona uma agregação de cristais e outros resíduos, que com o passar do tempo se transformam em cálculo. Uma outra causa seria condicionada pela impossibilidade do paciente eliminar uma pedra que teria descido dos rins.

O conselho médico para pessoas que tem cálculos urinários é o de beber 2-3 litros de água por dia e evitar ingestão em excesso de proteína animal, principalmente a da carne vermelha.

Os cálculos renais, como o próprio nome diz, são condensações (depósitos ) de íons e sais formados no interior do rim. Os cálculos formados no rim podem ter 3 caminhos a seguir:

1 – Aumento de tamanho – aumento de deposito de íons sobre uma matriz.
2 – Eliminação – O calculo se desprende do rim e desce pelo ureter (tubo que drena a urina do rim para a bexiga). Nessa ocasião, a pessoa apresenta cólica de rim, que é uma dor de forte intensidade na região lombar.
3 – Estabilização – Muitos cálculos permanecem por muitos anos sem migração ou crescimento. Quando essas pedras são de pequeno tamanho, podem ser acompanhadas clinicamente.

Tratamento:

Resumidamente o tratamento dos cálculos pode ser realizado por 4 tipos de abordagem cirúrgica, dependente da localização, tamanho e tipo do calculo.

1 – Litotripsia extracorpórea por ondas de choque – Nesse procedimento, não há cortes ou incisões. O paciente recebe ondas de choque que se difundem pelo corpo e concentram sobre o calculo, fragmentando-o.

2 – Cirurgia percutânea – Nessa cirurgia realizamos pequenas perfurações na região lombar para acessar o calculo no interior dos rins. Por meio desses pequenos orifícios realizamos a fragmentação e remoção da pedra.

3 – Ureterolitotripsia endoscópica –Nesse procedimento utilizamos um aparelho endoscópico , com uma câmera que permite visualizar o interior da bexiga e do ureter. Esse aparelho é introduzido pelo canal da urina (uretra). Assim, nao há necessidade de cortes ou incisões. Por meio desse aparelho remove-se os cálculos do interior do ureter.

4 – Cirurgia convencional – Em alguns casos especiais há necessidade realizar cirurgia tradicional com incisão da parede abdominal para remoção dos cálculos diretamente pelo cirurgião.

Salientamos que as informações acima estão bastante resumidas para facilitar a compreensão. Assim, caso haja alguma duvida entre em contato conosco e não se esqueça o Urologista é o especialista que pode orientá-lo da melhor maneira.

PROLAPSOS GENITAIS

O que são:

Prolasos vaginais são bastante comuns na população, principalmente em mulheres acima dos 50 anos de idade e são decorrentes de alterações na estrutura de sustentação dos orgãos da cavidade pélvica, incluindo uretra, bexiga, útero, intestinos, sigmóide e reto. O principal responsável por manter os orgãos na posição adequada é um conjunto de músculos chamado de levantador do ânus. Além destes músculos, existem uma série de ligamentos que também ajudam na sustentação dos orgãos.

Quando ocorre uma fraqueza no levantador do ânus e nos ligamentos, os orgãos da cavidade pélvica tendem a sair pela vagina devido a constante pressão exercida pelo abdômen sobre eles.

Subdivisões:

Quando a BEXIGA está prolpsada, chamamos de CISTOCELE;
Quando o ÚTERO está prolpsado, chamamos de PROLASO UTERINO;
Quando o INTESTINO está prolpsado, chamamos de ENTEROCELE;
Quando o RETO está prolpsado, chamamos de RETOCELE;

Causas:

Alguns fatores que levam ao enfraquecimento ou relaxamento desses músculos e ligamentos são: histerectomia (retirada do útero), cirurgias vaginais ou abdominais prévias, múltiplos partos vaginais, parto prolongado, obesidade e menopausa, e idade acima dos 50 anos.

Sintomas: Mulheres com prolapso vaginal geralmente não percebem o problema até o prolapso se tornar acentuado. Nessa ocasião, a mulher percebe uma protuberância (como uma bola) saindo pela vagina, sensação de peso na vagina, desconforto vaginal, dor durante a relação sexual e constipação intestinal.

A incontinência urinária pode ser o primeiro sintoma de que o suporte do assoalho pélvico não está adequado. Em torno de 40% das pacientes com incontinência urinária apresentam algum tipo de prolapso vaginal. A incontinência urinária de esforço e, menos frequentemente, incontinência fecal, devem ser corrigidas juntamente com o prolapso, tendo em vista que são decorrentes do mesmo problema de suporte.

Se você notou a presença de alguma alteração como as referidas acima, procure um médico especialista para realizar uma avaliação. O exame físico é uma das principais formas de diagnóstico, podendo ser auxiliado por alguns exames, como por exemplo a Ressonância nuclear magnética com e sem esforço.

Tratamentos:

Esta fraqueza muscular é algo que não pode ser corrigido com exercícios, sendo necessário tratamento cirúrgico para reforçar as estruturas e o suporte da parede vaginal e ligamentos de sustentação.

Como o problema é generalizado em todo o assoalho pélvico, geralmente os prolapsos aparecem associados. Ou seja, vários órgãos prolapsados ao mesmo tempo, podendo cada um apresentar um grau diferente de protusão pela vagina. Desta forma, o tratamento de prolapsos deve ser feito em conjunto, visando restaurar a anatomia de todo o assoalho pélvico.

Além disso, a correção dos prolapsos pode ser feita totalmente pela vagina, totalmente pelo abdômen ou utilizando as duas abordagens combinadas. A cirurgia totalmente por via vaginal permite menor desconforto e menor período de recuperação, quando comparada com cirurgia abdominal. Mulheres com prolapso de útero acentuado geralmente necessitam realizar histerectomia para ajudar na correção. Esse procedimento também pode ser feito pela vagina na maioria dos casos.

VARICOCELE

Podemos definir, de forma bem geral, varicocele como sendo “varizes do testículo”. Para entender o que acontece na varicocele, é necessário saber que no interior das veias existem válvulas, para impedir que o sangue que deve retornar ao coração (sangue drenado) vá no sentido errado (reflua). Outro conceito importante é de que na base de uma coluna de líqüido a pressão feita por esse líqüido é muito grande. Para melhor entender, é só pensar quando a pessoa mergulha, quanto mais fundo ela vai, maior é a pressão nos seus ouvidos.

Quando um indivíduo está de pé, a pressão exercida nas veias das pernas e nas veias dos testículos (a parte inferior do corpo) é muito grande. Pode-se pensar, então, que todos deveriam ter varizes, ou mesmo varicocele. Mas, como já foi dito antes, as veias possuem válvulas, impedindo assim que o sangue “desça”. Muitas pessoas não possuem essas válvulas nas veias dos testículos, ou, se as tem, elas são muito fracas, permitindo que o sangue volte para o escroto, aumentando a pressão nessas veias. Com isso, o sangue acaba ficando “parado” nas veias, fazendo elas incharem, gerando a varicocele.

A varicocele pode ocorrer em qualquer dos testículos, ou mesmo em ambos. Mas, é mais comum acontecer no lado esquerdo. Isto porque a veia espermática do lado esquerdo desemboca na veia renal esquerda em um ângulo de 90 ° , ou seja, reto, fazendo com que a pressão nesse lado seja mais alta que no lado direito, lado este em que a veia espermática desemboca obliquamente. Uma varicocele somente do lado direito pode sugerir que algo está comprimindo a veia cava, como uma trombose (um coágulo de sangue no vaso), ou um tumor (pode ser um câncer).

A varicocele em geral é indolor, mas dependendo de seu volume, pode causar dor. Hoje, a varicocele é reconhecida como causa de infertilidade masculina (os homens não conseguirem engravidar suas mulheres), sendo responsável por quase 40% desses casos.Na população adulta, ocorre em 15% dos homens, sendo assintomática.

O diagnóstico da varicocele pode ser feito pelo exame físico através de manobras que aumentem a pressão abdominal (como tossir, força de defecação) fazendo com que as veias inchem, e o médico possa palpar essas veias. Para confirmar o diagnóstico deve ser feito um exame chamado Eco Doppler, no qual é possível verificar se realmente há refluxo de sangue, além de conseguir medir a intensidade desse refluxo.

O tratamento da varicocele é cirúrgico. Na cirurgia “fecham-se” as veias do plexo venoso testicular, curando a varicocele. No entanto, esta cirurgia pode ter como complicação em 15% dos casos a chamada Hidrocele, doença em que se acumula água no escroto, e dependendo do tamanho será tratada por esclerose ou cirurgia.

A cirurgia deve ser feita em alguns casos, como os descritos a seguir:

• Varicoceles em pré-adolescentes: não é possível avaliar o dano da doença na fertilidade;
• Atrofia testicular homolateral: degeneração do testículo só do lado afetado;
• Alterações constantes nos espermatozóides: células masculinas responsáveis por engravidar.

É importante lembrar que no caso de homens inférteis operados, a fertilidade é obtida em 30% dos pacientes, conseguindo-se um índice de gestação entre 30-40% com taxas de nascimento ao redor de 20%.